, Outra hora da estrela - concerto. IMS Clarice Lispector, 2012. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com.br/2012/12/17/outra-hora-da-estrela-concerto/. Acesso em: 09 março 2026.
O IMS preparou uma apresentação musical baseada no livro A hora da estrela, realizada no dia 11 de dezembro, em comemoração ao evento Hora de Clarice.
O concerto, intitulado Outra hora da estrela, teve direção musical de Eucanaã Ferraz e contou com a performance de Jussara Silveira (cantora), Marcelo Costa (percussão), Muri Costa (violão) e Bebe Kramer (acordeon). A narração foi de João Miguel no papel de Rodrigo S.M. Clique aqui para assistir à apresentação.
O dia em que conheci Clarice não foi o mesmo em que ela me conheceu. Eu, toda adoração, observando-a, ela, sem motivo algum para pousar o olhar em mim. Saindo juntos da redação do Jornal do Brasil, o jornalista Yllen Kerr, grande amigo meu, disse que estava indo visitar Clarice e perguntou se eu queria ir. Queria muito, muitíssimo!
Dialogando com as temáticas e questões de sua literatura "adulta", os livros infantis de Clarice Lispector valorizam a fruição estética e o respeito ao leitor criança com o qual a narradora dialoga constantemente. A literatura infantil de Clarice é um marco na produção do gênero no Brasil, no entanto ainda é desconhecida por muitos e estudada por poucos.
O filme retrata o célebre Ulisses, cachorro de Clarice Lispector e personagem de destaque em sua vida e ficção. Ele está presente no romance póstumo Um sopro de vida, é o narrador do livro infantil Quase de verdade, foi citado em inúmeras crônicas e hoje está imortalizado, ao lado de sua dona, em uma estátua de bronze na amurada da praia do Leme, no Rio de Janeiro.
A palavra “infamiliar” é um neologismo que Clarice Lispector utilizou em vários momentos de sua obra. O vocábulo não está dicionarizado na língua portuguesa e não se pode afirmar que a autora seja a primeira a criá-lo na literatura brasileira. No entanto, ao mencionar a palavra “infamiliar” ao menos dezesseis vezes, seja nos romances, seja em contos e crônicas, a autora faz desse significante singular um objeto de maior atenção.