O professor, ensaísta e escritor Evando Nascimento deu uma aula sobre a obra de Clarice Lispector no IMS Rio. Sua fala está baseada na categoria de “literatura pensante”, que o autor utiliza para descrever o trabalho de Clarice: “aquilo que é narrado e as reflexões associadas a esse fato não são opostos. Uma das características da literatura pensante de Clarice Lispector é repensar os pares binários, as dicotomias muito rígidas”, explica.
Você pode assistir à fala de Evando Nascimento clicando aqui.
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por Antonio Ladeira
[...] por toda a obra de Clarice se manifesta uma deslumbrada – quase primordial, inaugural, edênica – visão do gênero, da divisão homem-mulher. Nota-se um fascínio assustado de haver no mundo um homem-macho-animal, como lemos por exemplo no conto “O búfalo”, e também nesse outro conto sobre a masculinidade fantásmica e monstruosa que é “O jantar”.
por Elizama Almeida
Ao lançar em 2015, nos Estados Unidos, a reunião inédita em livro de todos os contos de Clarice Lispector, o pesquisador Benjamin Moser
por Betty Bernardo Fuks
Benjamin Moser, um dos mais importante biógrafos de Clarice Lispector, declarou numa entrevista que uma de suas ambições ao escrever Why This World, publicado nos Estados Unidos e traduzido como Clarice, uma Biografia, era o de promover um espaço ao questionamento de um tema muito pouco trabalhado por críticos literários, comentadores e biógrafos – a “judeidade” da escritora. Isso porque a grande maioria deles se limita à refletir sobre o tema da brasilidade, “como se fosse preciso escolher, entre ser judia e ser brasileira”.
por Elizama Almeida
Quando sequer pensávamos que hashtag gratidão seria um dos termos que remeteriam a dois fortes traços do futuro...
por Mateus Toledo Gonçalves
No centro do conto “A menor mulher do mundo” há a remissão a uma fotografia que teria sido publicada em reportagem sobre uma expedição de um explorador à África Equatorial em um “suplemento dominical”. O dado poderia ser tomado como invenção ficcional, mas a existência de uma suposta reportagem é reforçada por “A explicação inútil”, texto publicado no “Fundo de gaveta” de A legião estrangeira, de 1964, sobre a gênese dos contos que compunham o volume anterior da autora, Laços de família, de 1960.
por Manya Millen
No livro O Rio de Clarice, o prazer de Clarice Lispector em flanar pelas ruas, florestas, parques e praias do Rio de Janeiro, onde chegou aos 15 anos, fica evidente.