Adélia Oliveira lê um trecho do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector. O vídeo faz parte da edição 2021 da Hora de Clarice, uma celebração ao aniversário da escritora organizada pelo IMS: https://horadeclarice.ims.com.br
Como convite para o público adentrar o universo clariceano, que dialoga com a infância em seus textos voltados para o público adulto, a equipe de Educação do IMS Rio convidou Adélia Oliveira para ler um trecho do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector. Tal universo é profícuo ao nos convidar a adentrar paisagens internas de suas personagens num trabalho peculiar e instigante com a linguagem. No vídeo, a narradora recifense também rememora uma experiência pessoal que dialoga com o texto de Clarice e nos convida a partilhar nossas próprias histórias.
O vídeo foi produzido para o curso “Infâncias em Clarice”, que ocorreu em novembro de 2021.
Adélia Oliveira Narradora de histórias de ofício e criadora de imagens. Suas criações em ilustrações fazem referência a lembranças e inspirações da sua e de outras infâncias. Considera que tudo em seu trabalho e em si narra histórias. Elementos visuais únicos, música, palavra solta e liberdade são os propósitos de seu fazer.
Ulisses foi o último cão de Clarice Lispector, um vira-lata que roubava cigarros e filava e uísque das visitas. De tão excêntrico, ganhou uma robusta nota em O Pasquim.
Em janeiro de 1975, Clarice Lispector recebeu uma carta-convite, assinada por Simón González, empresário, político e místico colombiano, convidando-a a tomar parte no Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria, que seria realizado entre 24 e 28 de agosto daquele mesmo ano em Bogotá, na Colômbia. [...] Mas por que Clarice Lispector foi convidada para o Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria?
As crônicas de Clarice Lispector foram reunidas em livro pela primeira vez em 1984, em A descoberta do mundo, volume organizado por Paulo Gurgel Valente, filho da autora, que alinhou em ordem cronológica 468 textos publicados no Jornal do Brasil entre os anos 1967 e 1973. Li e reli aquelas quase oitocentas páginas muitas vezes...
A consistência destas imagens é aquela da árvore, matéria vegetal, a madeira sendo o suporte destas duas pinturas. Num dos quadros as linhas verticais visivelmente seguem os desenhos oferecidos pela madeira, e criam uma espacialidade flácida e dura ao mesmo tempo.
Benjamin Moser, um dos mais importante biógrafos de Clarice Lispector, declarou numa entrevista que uma de suas ambições ao escrever Why This World, publicado nos Estados Unidos e traduzido como Clarice, uma Biografia, era o de promover um espaço ao questionamento de um tema muito pouco trabalhado por críticos literários, comentadores e biógrafos – a “judeidade” da escritora. Isso porque a grande maioria deles se limita à refletir sobre o tema da brasilidade, “como se fosse preciso escolher, entre ser judia e ser brasileira”.
Na 35º edição do Salão do Livro de Paris, o Brasil foi o país homenageado. A programação foi marcada por uma exposição dedicada à Clarice na Éditions des Femmes.