, Lispectorfest na Universidade do Tennessee. IMS Clarice Lispector, 2017. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com.br/2017/01/04/lispectorfest-na-universidade-do-tennessee/. Acesso em: 29 janeiro 2026.
Todo ano a Universidade do Tennesse prepara o Authorfest, uma série de atividades para celebrar a obra de um autor. Durante o mês de outubro de 2016, em sua segunda edição, o Authorfest homenageou Clarice Lispector.
Dentre os eventos oferecidos ao público, a partir de uma colaboração entre o departamento Modern Foreign Languages and Literatures e a Knox County Public Library, houve a leitura dirigida de O mistério do coelho pensante, uma exposição de trabalhos de artes desenvolvidos a partir do romance A paixão segundo G.H. pelo professor Rubens Ghenov, sessão do filme A hora da estrela, de Suzana Amaral, seguida de discussão mediada por Euridice Silva-Filho, professor pesquisador da UTK.
Uma das atividades mais esperadas do Lispectorfest foi a palestra de Katrina Dodson, tradutora de Complete stories (New Directions, 2016). Em “Rediscovering Clarice” Katrina comenta, a partir de sua própria experiência, a influência das recentes traduções na construção de uma espécie de lispectormania.
O IMS, em parceria com UT Knoxville’s College of Arts and Sciences, disponibiliza integralmente esta palestra.
*Agradecimento à Universidade do Tennessee, em especial à professora Wanessa Velloso.
No livro O Rio de Clarice, o prazer de Clarice Lispector em flanar pelas ruas, florestas, parques e praias do Rio de Janeiro, onde chegou aos 15 anos, fica evidente.
Como convite para o público adentrar o universo clariceano, que dialoga com a infância em seus textos voltados para o público adulto, a equipe de Educação do IMS Rio convidou Adélia Oliveira para ler um trecho do conto "Felicidade Clandestina", de Clarice Lispector. Tal universo é profícuo ao nos convidar a adentrar paisagens internas de suas personagens num trabalho peculiar e instigante com a linguagem.
Tornou-se lugar comum dizer que a escrita de Clarice busca ultrapassar o limite da linguagem, que a autora nomeia como “it”, “núcleo”, “objeto”, “coisa”, “indizível”, “silêncio”
Existe um aspecto dos escritos claricianos que é – parece-nos – menos observado. Trata-se da sensibilidade social e política da escritora. [...] Clarice deixa perceber em seus escritos – romances, crônicas ou contos – uma verdadeira abertura ao outro e sua diferença e sobretudo sua vulnerabilidade.
A escritora Ana Maria Machado viveu um episódio inusitado e emocionante com Clarice Lispector. Isso aconteceu em 1975. Após ter lido um artigo publicado por Ana Maria sobre o aniversário do escritor Roland Barthes, naquele dia, no Jornal do Brasil, Clarice, que não a conhecia pessoalmente, pediu ajuda insistentemente a ela para organizar o que seria dali a dois anos o livro A hora da estrela.