, Lispectorfest na Universidade do Tennessee. IMS Clarice Lispector, 2017. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com.br/2017/01/04/lispectorfest-na-universidade-do-tennessee/. Acesso em: 10 março 2026.
Todo ano a Universidade do Tennesse prepara o Authorfest, uma série de atividades para celebrar a obra de um autor. Durante o mês de outubro de 2016, em sua segunda edição, o Authorfest homenageou Clarice Lispector.
Dentre os eventos oferecidos ao público, a partir de uma colaboração entre o departamento Modern Foreign Languages and Literatures e a Knox County Public Library, houve a leitura dirigida de O mistério do coelho pensante, uma exposição de trabalhos de artes desenvolvidos a partir do romance A paixão segundo G.H. pelo professor Rubens Ghenov, sessão do filme A hora da estrela, de Suzana Amaral, seguida de discussão mediada por Euridice Silva-Filho, professor pesquisador da UTK.
Uma das atividades mais esperadas do Lispectorfest foi a palestra de Katrina Dodson, tradutora de Complete stories (New Directions, 2016). Em “Rediscovering Clarice” Katrina comenta, a partir de sua própria experiência, a influência das recentes traduções na construção de uma espécie de lispectormania.
O IMS, em parceria com UT Knoxville’s College of Arts and Sciences, disponibiliza integralmente esta palestra.
*Agradecimento à Universidade do Tennessee, em especial à professora Wanessa Velloso.
Como convite para o público adentrar o universo clariceano, que dialoga com a infância em seus textos voltados para o público adulto, a equipe de Educação do IMS Rio convidou Adélia Oliveira para ler um trecho do conto "Felicidade Clandestina", de Clarice Lispector. Tal universo é profícuo ao nos convidar a adentrar paisagens internas de suas personagens num trabalho peculiar e instigante com a linguagem.
Clarice deixou vários rascunhos para cálculos de respostas fornecidas pelo I Ching. Algumas das perguntas estão rabiscadas, como “Qual é o meu futuro de um modo geral?”
Michel de Certeau, em sua La fable mystique, aborda um aspecto importante na relação entre idiotice e santidade nos primeiros séculos, em particular, na literatura cristã, a saber: um modo de isolamento na multidão. A idiotice, sob forma da loucura, vai para a multidão e, mais do que isso, se instaura como provocação, transgressão do campo dos “bem-pensantes”.