Na 35º edição do Salão do Livro de Paris, um dos mais importantes eventos literários atualmente, o Brasil foi o país homenageado. A programação aconteceu entre os dias 20 e 23 de março desse ano e foi marcada por uma exposição dedicada à Clarice Lispector no espaço da Éditions des Femmes, casa editorial responsável pelo lançamento de Mes chéries – Lettres à ses sœurs. O livro, organizado por Teresa Monteiro e prefaciado por Nádia Battella Gotlib, é composto por 120 cartas enviadas às irmãs Tânia e Elisa Lispector durante as décadas de 1940 e 1950, período em que Clarice acompanhou o marido diplomata Maury Gurgel Valente por diversos países. Mes chéries, que já foi traduzido e publicado em espanhol (Queridas mías) pela editora Siruela, revela um lado íntimo e afetivo da autora.
Também por ocasião do Salão do Livro, a entrevista de Paulo Gurgel Valente, produzida pelo Instituto Moreira Salles como uma das celebrações do evento Hora de Clarice, em dezembro de 2014, foi legendada e transmitida no espaço da editora francesa.
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por Marco Antonio Notaroberto
O texto a seguir nasceu a partir de uma pesquisa da correspondência entre Clarice Lispector e suas irmãs Tania Kauffman e Elisa Lispector, sob a guarda do IMS
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Paulo Gurgel Valente, filho de Clarice, conversa com Eucanaã Ferraz e Elizama Almeida, e relembra, por exemplo, as personalidades que frequentavam a sua casa
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Nesta edição da “Hora de Clarice”, o IMS Paulista foi palco de uma conversa com Idra Novey, mediada pelo poeta e editor Alberto Martins.
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O lustre, segundo romance de Clarice Lispector, publicado em 1946, ganhou recente tradução para o inglês, realizada por Benjamin Moser e Magdalena Edwards.
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Benjamin Moser, um dos mais importante biógrafos de Clarice Lispector, declarou numa entrevista que uma de suas ambições ao escrever Why This World, publicado nos Estados Unidos e traduzido como Clarice, uma Biografia, era o de promover um espaço ao questionamento de um tema muito pouco trabalhado por críticos literários, comentadores e biógrafos – a “judeidade” da escritora. Isso porque a grande maioria deles se limita à refletir sobre o tema da brasilidade, “como se fosse preciso escolher, entre ser judia e ser brasileira”.
por Elizama Almeida
Um dos títulos mais traduzidos de Clarice Lispector, A hora da estrela completará 40 anos desde seu lançamento em outubro de 1977 pela José Olympio.