Na 35º edição do Salão do Livro de Paris, um dos mais importantes eventos literários atualmente, o Brasil foi o país homenageado. A programação aconteceu entre os dias 20 e 23 de março desse ano e foi marcada por uma exposição dedicada à Clarice Lispector no espaço da Éditions des Femmes, casa editorial responsável pelo lançamento de Mes chéries – Lettres à ses sœurs. O livro, organizado por Teresa Monteiro e prefaciado por Nádia Battella Gotlib, é composto por 120 cartas enviadas às irmãs Tânia e Elisa Lispector durante as décadas de 1940 e 1950, período em que Clarice acompanhou o marido diplomata Maury Gurgel Valente por diversos países. Mes chéries, que já foi traduzido e publicado em espanhol (Queridas mías) pela editora Siruela, revela um lado íntimo e afetivo da autora.
Também por ocasião do Salão do Livro, a entrevista de Paulo Gurgel Valente, produzida pelo Instituto Moreira Salles como uma das celebrações do evento Hora de Clarice, em dezembro de 2014, foi legendada e transmitida no espaço da editora francesa.
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A tradicional livraria parisiense Shakespeare and Company expôs com destaque em suas prateleiras a versão para o inglês do livro Todos os contos, de Clarice Lispector.
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Em tempos de redes sociais, Clarice “cultiva” milhares e milhares de “seguidores”, de “aplicativos”, de “páginas”
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A consistência destas imagens é aquela da árvore, matéria vegetal, a madeira sendo o suporte destas duas pinturas. Num dos quadros as linhas verticais visivelmente seguem os desenhos oferecidos pela madeira, e criam uma espacialidade flácida e dura ao mesmo tempo.
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Paulo Gurgel Valente, filho de Clarice, conversa com Eucanaã Ferraz e Elizama Almeida, e relembra, por exemplo, as personalidades que frequentavam a sua casa
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[...] por toda a obra de Clarice se manifesta uma deslumbrada – quase primordial, inaugural, edênica – visão do gênero, da divisão homem-mulher. Nota-se um fascínio assustado de haver no mundo um homem-macho-animal, como lemos por exemplo no conto “O búfalo”, e também nesse outro conto sobre a masculinidade fantásmica e monstruosa que é “O jantar”.
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A segunda parte dos originais manuscritos de Um sopro de vida foi entregue pelo filho da escritora, Paulo Gurgel Valente, para ser incorporado ao Acervo Clarice Lispector