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  • 25/05/2022

Olímpico: o último homem será o primeiro

por Antonio Ladeira

[...] por toda a obra de Clarice se manifesta uma deslumbrada – quase primordial, inaugural, edênica – visão do gênero, da divisão homem-mulher. Nota-se um fascínio assustado de haver no mundo um homem-macho-animal, como lemos por exemplo no conto “O búfalo”, e também nesse outro conto sobre a masculinidade fantásmica e monstruosa que é “O jantar”.

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  • 12/01/2022

Idiotice e santidade

por Cicero Cunha Bezerra

Michel de Certeau, em sua La fable mystique, aborda um aspecto importante na relação entre idiotice e santidade nos primeiros séculos, em particular, na literatura cristã, a saber: um modo de isolamento na multidão. A idiotice, sob forma da loucura, vai para a multidão e, mais do que isso, se instaura como provocação, transgressão do campo dos “bem-pensantes”.

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  • 14/10/2021

O símbolo e a coisa

por João Camillo Penna

A obra de Clarice Lispector gira em torno de duas noções: o símbolo e a coisa. A coisa, a física e o símbolo, a metafísica; a coisa, a imanência, e o símbolo a transcendência; a coisa, o corpo, e o símbolo, a linguagem; a coisa, a existência, e o símbolo, o dizer; a coisa o acontecimento, e o símbolo a forma de dar a ler a não-simbolizável coisa.

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  • 09/08/2021

Uma literatura sem literatura

por Eucanaã Ferraz

As crônicas de Clarice Lispector foram reunidas em livro pela primeira vez em 1984, em A descoberta do mundo, volume organizado por Paulo Gurgel Valente, filho da autora, que alinhou em ordem cronológica 468 textos publicados no Jornal do Brasil entre os anos 1967 e 1973. Li e reli aquelas quase oitocentas páginas muitas vezes...

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  • 08/07/2021

Entre mistério e política

por Maria Clara Bingemer

Existe um aspecto dos escritos claricianos que é – parece-nos – menos observado. Trata-se da sensibilidade social e política da escritora. [...] Clarice deixa perceber em seus escritos – romances, crônicas ou contos – uma verdadeira abertura ao outro e sua diferença e sobretudo sua vulnerabilidade.

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  • 14/04/2021

O sentido é um sopro: imagens em Clarice Lispector

por Lilian Hack

A consistência destas imagens é aquela da árvore, matéria vegetal, a madeira sendo o suporte destas duas pinturas. Num dos quadros as linhas verticais visivelmente seguem os desenhos oferecidos pela madeira,  e criam uma espacialidade flácida e dura ao mesmo tempo.

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  • 04/12/2019

A conversão pelo ódio

por Bruno Cosentino

Caetano Veloso conta que quando mostrou sua canção “Odeio” para o amigo e compositor Jorge Mautner, este teria chorado e lhe dito que aquela era a canção de amor mais bonita que já tinha ouvido.

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  • 24/09/2019

A sede do outro

por Bruno Cosentino

Todo ano, após o Carnaval, tem início a Quaresma, período em que os fiéis se retiram da vida mundana para se dedicar a sacrifícios, caridades e orações.

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  • 23/07/2019

“O amor tem cheiro de morte”

por Bruno Cosentino

Uma única vez Clarice Lispector escreveu deliberadamente sobre sexo. Foi no livro A via crúcis do corpo.

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  • 13/05/2019

“As mulheres são selvagens”

por Bruno Cosentino

Para a jornalista Laura Freixas, as personagens femininas de Clarice guardam o germe do inconformismo — “as mulheres são selvagens”, afirma.