, O fator Clarice. IMS Clarice Lispector, 2017. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com.br/2017/03/20/o-fator-clarice/. Acesso em: 28 janeiro 2026.
O Instituto Moreira Salles, em parceria com o Departamento de Humanidades da Universidade de Columbia, divulga o seminário internacional The Clarice factor: aesthetics, gender, and diaspora in Brazil (O fator Clarice: estética, gênero e diáspora no Brasil), que acontecerá nos próximos dias 23 (quinta-feira), 24 (sexta-feira) e 29 (quarta-feira) de março, na Casa Hispánica em Nova York.
O marco inaugural da colaboração entre o IMS e a Columbia University começou em dezembro de 2015 com o colóquio Brasil: cruzamento global, na sede do Instituto, no Rio de Janeiro, que reuniu pesquisadores daquela universidade, professores e especialistas brasileiros, além dos coordenadores de acervo do IMS, em discussões multidisciplinares sobre o processo de modernização do Brasil.
A partir dali, se estreitaram as relações entre as instituições que anunciam o novo evento organizado por Ana Paulina Lee e Graziela Montaldo, do Departamento de Culturas Ibérica e Latino-americana, da Columbia, e pela Coordenação de Pesquisa do IMS.
Totalmente dedicadas a discussões sobre a escrita clariciana como perfomance, forma, som e matéria, as mesas estarão concentradas, sobretudo, no dia 24 com a participação de professores-pesquisadores de diversas universidades. Entre os convidados do IMS estão Carlos Mendes de Sousa, Vilma Arêas (Unicamp) e Yudith Rosenbaum (USP). Estão confirmados também Katrina Dodson, premiada tradutora da edição de Complete stories, e o argentino Gabriel Giorgi, professor associado na Universidade de Nova York.
O evento contará ainda com a instalação Edge of nothing da diretora teatral Dara Malina, que em 2015 já havia adaptado A hora da estrela para o teatro na mesma universidade.
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Mais ou menos fantásticas em seus enredos, essas histórias infantis revelam narradoras que, despidas quase por completo da instância ficcional, em muito se assemelham à autora: são mães, escritoras, assinam “C.L.” ou até mesmo dizem se chamar Clarice. Assim, se há nessas narradoras uma postura horizontal em que se pressupõe o respeito às particularidades da infância, nesse mesmo movimento flagra-se também o desejo de se tornar um pouco mais criança.
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