O filme retrata o célebre Ulisses, cachorro de Clarice Lispector e personagem de destaque em sua vida e ficção.
Ele está presente no romance póstumo Um sopro de vida, é o narrador do livro infantil Quase de verdade, foi citado em inúmeras crônicas e hoje está imortalizado, ao lado de sua dona, em uma estátua de bronze na amurada da praia do Leme, no Rio de Janeiro.
Ulisses também foi fotografado fumando guimbas de cigarros durante a entrevista concedida por Clarice ao semanário O Pasquim, cujos bastidores são contados em detalhes pelo editor Sérgio Augusto, que, à época, participou do encontro, ocorrido no apartamento da escritora.
Em torno do personagem principal, outros temas também são abordados, como a relação íntima de Clarice com a natureza irracional dos bichos e a escrita autoficcional; além de uma análise do conto “O crime do professor de matemática”, pelo escritor Evando Nascimento.
Ver também
por Elizama Almeida
Celebrado na Argentina, Nova York e Paris, o Hora de Clarice 2016 dividiu-se no último ano entre o tema epistolar e o da tradução.
por Equipe IMS
No Hora de Clarice 2025, celebraremos nas vozes e atuações das crianças, o livro infanto-juvenil A vida íntima de Laura, publicado por Clarice Lispector em 1974. Neste filme, seis crianças recontam, atuam, ilustram e co-dirigem a história da galinha Laura, de seu marido Luís e de seu filho Hermany no galinheiro de Dona Luísa.
por Cicero Cunha Bezerra
Michel de Certeau, em sua La fable mystique, aborda um aspecto importante na relação entre idiotice e santidade nos primeiros séculos, em particular, na literatura cristã, a saber: um modo de isolamento na multidão. A idiotice, sob forma da loucura, vai para a multidão e, mais do que isso, se instaura como provocação, transgressão do campo dos “bem-pensantes”.
por Elizama Almeida
A edição de número 227, de 25 de maio de 1940, traz em três páginas o conto “Triunfo” – a primeira colaboração de Clarice Lispector na imprensa de que se tem registro.
por Equipe IMS
O filme Dias de Clarice em Washington captura um momento bastante diferente e decisivo da vida e da obra da escritora, quando vivia na capital norte-americana com a família, entre 1952 e 1959. Além de expressivo número de fotografias inéditas – que registram o ambiente doméstico e o convívio com amigos – há imagens preciosas filmadas durante evento público, no qual aparecem a escritora, seu marido, Mauri Gurgel Valente, o filho Paulo, além de amigos do casal.
por Elizama Almeida
Um dos títulos mais traduzidos de Clarice Lispector, A hora da estrela completará 40 anos desde seu lançamento em outubro de 1977 pela José Olympio.