O filme retrata o célebre Ulisses, cachorro de Clarice Lispector e personagem de destaque em sua vida e ficção.
Ele está presente no romance póstumo Um sopro de vida, é o narrador do livro infantil Quase de verdade, foi citado em inúmeras crônicas e hoje está imortalizado, ao lado de sua dona, em uma estátua de bronze na amurada da praia do Leme, no Rio de Janeiro.
Ulisses também foi fotografado fumando guimbas de cigarros durante a entrevista concedida por Clarice ao semanário O Pasquim, cujos bastidores são contados em detalhes pelo editor Sérgio Augusto, que, à época, participou do encontro, ocorrido no apartamento da escritora.
Em torno do personagem principal, outros temas também são abordados, como a relação íntima de Clarice com a natureza irracional dos bichos e a escrita autoficcional; além de uma análise do conto “O crime do professor de matemática”, pelo escritor Evando Nascimento.
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Em 2020, Clarice Lispector faria cem anos. Uma série de eventos está programada para celebrar a efeméride.
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Dialogando com as temáticas e questões de sua literatura "adulta", os livros infantis de Clarice Lispector valorizam a fruição estética e o respeito ao leitor criança com o qual a narradora dialoga constantemente. A literatura infantil de Clarice é um marco na produção do gênero no Brasil, no entanto ainda é desconhecida por muitos e estudada por poucos.
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Neste mês de agosto será lançado Todas as crônicas, volume que reúne pela primeira vez, na íntegra, os textos do gênero escritos por Clarice Lispector para jornais e revistas.
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Clarice Lispector passou a infância em Recife, mas aos 15 anos se mudou com o pai e as duas irmãs para o Rio de Janeiro. Foi na então capital federal que a escritora viveu a juventude e o início da vida adulta: concluiu o ensino médio, se formou na faculdade de direito, teve as primeiras experiências profissionais na imprensa, se casou e, em 1943, lançou seu primeiro livro Perto do coração selvagem.
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Eu morri. Descobri isso quando, um dia, na calçada da Praça Maciel Pinheiro, ergui a cabeça, abri os olhos e avistei-me morto, ali, na calçada da praça, o sobrado do outro lado da rua. Meu coração despedaçado dentro do peito, o sobrado da rua do Aragão, 387, onde, no segundo andar, Clarice Lispector viveu uma infância feliz, aqui no Recife, apesar das dores do mundo e de viver e sentir, principalmente, as dores de uma doença implacável que um dia arrancaria Mania, a sua mãe, de perto de si.
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Clarice Lispector será homenageada no estande do Brasil na 44ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, que acontecerá entre os dias 24 de abril e 14 de maio.