, Lispectorfest na Universidade do Tennessee. IMS Clarice Lispector, 2017. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com.br/2017/01/04/lispectorfest-na-universidade-do-tennessee/. Acesso em: 07 abril 2026.
Todo ano a Universidade do Tennesse prepara o Authorfest, uma série de atividades para celebrar a obra de um autor. Durante o mês de outubro de 2016, em sua segunda edição, o Authorfest homenageou Clarice Lispector.
Dentre os eventos oferecidos ao público, a partir de uma colaboração entre o departamento Modern Foreign Languages and Literatures e a Knox County Public Library, houve a leitura dirigida de O mistério do coelho pensante, uma exposição de trabalhos de artes desenvolvidos a partir do romance A paixão segundo G.H. pelo professor Rubens Ghenov, sessão do filme A hora da estrela, de Suzana Amaral, seguida de discussão mediada por Euridice Silva-Filho, professor pesquisador da UTK.
Uma das atividades mais esperadas do Lispectorfest foi a palestra de Katrina Dodson, tradutora de Complete stories (New Directions, 2016). Em “Rediscovering Clarice” Katrina comenta, a partir de sua própria experiência, a influência das recentes traduções na construção de uma espécie de lispectormania.
O IMS, em parceria com UT Knoxville’s College of Arts and Sciences, disponibiliza integralmente esta palestra.
*Agradecimento à Universidade do Tennessee, em especial à professora Wanessa Velloso.
[...] por toda a obra de Clarice se manifesta uma deslumbrada – quase primordial, inaugural, edênica – visão do gênero, da divisão homem-mulher. Nota-se um fascínio assustado de haver no mundo um homem-macho-animal, como lemos por exemplo no conto “O búfalo”, e também nesse outro conto sobre a masculinidade fantásmica e monstruosa que é “O jantar”.
Mineirinho, um dos bandidos mais procurados pela polícia carioca na década de 1960. José Miranda Rosa ganhou essa alcunha, naturalmente, por ter nascido em Minas Gerais.
Escuridão é uma palavra oca e nunca se sabe bem o que cabe dentro dela. De tal forma suas dimensões são indeterminadas que talvez se possa dizer até mesmo que nela cabe tudo e não cabe nada, pois, sendo um imenso celeiro de paradoxos, ao vazio primordial que a caracteriza soma-se imediatamente a qualidade equívoca da desmedida. Atributos que, assim pactuados, ganham particular densidade quando lavrados pelas mãos da autora de A maçã no escuro.
O texto a seguir nasceu a partir de uma pesquisa da correspondência entre Clarice Lispector e suas irmãs Tania Kauffman e Elisa Lispector, sob a guarda do IMS
A edição de número 227, de 25 de maio de 1940, traz em três páginas o conto “Triunfo” – a primeira colaboração de Clarice Lispector na imprensa de que se tem registro.