Na década de 1960, o espanhol Jaime Vilaseca era marceneiro no Rio de Janeiro, até que um encontro com Clarice Lispector mudou sua vida. A escritora encomendara a ele uma estante de livros, que foi feita e montada em seu apartamento, no bairro do Leme. Durante aqueles dias, silenciosamente, observara-o trabalhando e, terminado o móvel, olhou para ele e disse: “Você vai ser moldureiro. Não vai escapar ao seu destino!”. Desde então, há mais de cinquenta anos, Jaime Vilaseca é um reconhecido moldureiro, além de ter se tornado curador e dono de uma galeria de arte. Nesta conversa com o poeta Eucanaã Ferraz, ele fala sobre sua amizade com Clarice Lispector e conta histórias pessoais que serviram de fonte de inspiração para textos da escritora, como o célebre conto “O primeiro beijo”, do livro Felicidade Clandestina.
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- 16/09/2021
Uma moldura para Clarice

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O símbolo e a coisa
por João Camillo PennaA obra de Clarice Lispector gira em torno de duas noções: o símbolo e a coisa. A coisa, a física e o símbolo, a metafísica; a coisa, a imanência, e o símbolo a transcendência; a coisa, o corpo, e o símbolo, a linguagem; a coisa, a existência, e o símbolo, o dizer; a coisa o acontecimento, e o símbolo a forma de dar a ler a não-simbolizável coisa.

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22/02/2024
O infamiliar
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01/12/2021
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por Elizama AlmeidaNa 35º edição do Salão do Livro de Paris, o Brasil foi o país homenageado. A programação foi marcada por uma exposição dedicada à Clarice na Éditions des Femmes.