Na década de 1960, o espanhol Jaime Vilaseca era marceneiro no Rio de Janeiro, até que um encontro com Clarice Lispector mudou sua vida. A escritora encomendara a ele uma estante de livros, que foi feita e montada em seu apartamento, no bairro do Leme. Durante aqueles dias, silenciosamente, observara-o trabalhando e, terminado o móvel, olhou para ele e disse: “Você vai ser moldureiro. Não vai escapar ao seu destino!”. Desde então, há mais de cinquenta anos, Jaime Vilaseca é um reconhecido moldureiro, além de ter se tornado curador e dono de uma galeria de arte. Nesta conversa com o poeta Eucanaã Ferraz, ele fala sobre sua amizade com Clarice Lispector e conta histórias pessoais que serviram de fonte de inspiração para textos da escritora, como o célebre conto “O primeiro beijo”, do livro Felicidade Clandestina.
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- 16/09/2021
Uma moldura para Clarice

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22/02/2024
O infamiliar
por Yudith RosenbaumA palavra “infamiliar” é um neologismo que Clarice Lispector utilizou em vários momentos de sua obra. O vocábulo não está dicionarizado na língua portuguesa e não se pode afirmar que a autora seja a primeira a criá-lo na literatura brasileira. No entanto, ao mencionar a palavra “infamiliar” ao menos dezesseis vezes, seja nos romances, seja em contos e crônicas, a autora faz desse significante singular um objeto de maior atenção.

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07/06/2017
Estou falando de meu túmulo
por Elizama AlmeidaEm fevereiro de 1977, Clarice visita a TV Cultura e aceita o convite para ser entrevistada pelo jornalista Júlio Lerner, apresentador de programa “Panorama Especial”

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11/10/2018
Clarice é tema de livro em Oxford
por Bruno CosentinoEstudos sobre a obra clariciana continuam a ser desenvolvidos em universidades estrangeiras. Em 2017, foi realizado, na Universidade de Oxford, um amplo seminário sobre a autora

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26/11/2018
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por Alexandre NodariTornou-se lugar comum dizer que a escrita de Clarice busca ultrapassar o limite da linguagem, que a autora nomeia como “it”, “núcleo”, “objeto”, “coisa”, “indizível”, “silêncio”

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07/05/2026
Círculo e voragem em “A menor mulher do mundo”
por Šárka GrauováÉ em Calibre .475 Express que se encontra a fotografia da pigmeia de “quarenta e cinco centímetros, madura, negra, calada”, posando ao lado de Prêtre. A legenda que acompanha a imagem reforça o dispositivo da visão que o conto de Clarice problematiza. O gesto é visível: a menina segura um papel na mão, e o explorador está ao seu lado. Mas o que a imagem mostra é apenas o verso da fotografia, não o retrato de Prêtre. O conteúdo preciso da foto permanece invisível ao espectador e precisa ser fornecido pela legenda para produzir o efeito desejado — o de que a mulher valorizaria o explorador, como quem guarda a imagem de uma figura admirada. O sentido do gesto, portanto, não nasce da fotografia, mas do discurso que a acompanha.

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11/08/2021
Scliar em Cabo Frio
por Clarice LispectorPassei um fim de semana inesquecível em Cabo Frio, hospedada por Scliar, que pintou dois retratos meus. O sobrado de Scliar é uma beleza mesmo. Cabo Frio inspira Scliar. Perguntei-lhe sobre tanta criatividade.