Caderno 36

No avião para Argel – 15 de agosto de 1944 Ontem, courrier diplomatique “Bob” me levou a uma volta na cidade, tomar alguma coisa. Depois o Robert Hunter me levou ao cinema da Red Cross. / Aquilo de ter falado demais: do trem, deitada, numa escuridão interior, teve uma espécie de começo de morte e pensou claramente: não, não perdi minha vida, mas falei demais. Depois disso [ilegível] despertou-a e ela adormeceu.

Caderno 35

João Gaspar Simões / Rua da Artilharia, 44 – 4º andar / Não, não, eu não perdi minha vida, mas falei demais.

Caderno 34

(Este não é sopa). / Esparadrapo / Naftalina / Um ou dois vestidos / Sola de sapato / Sapato preto / Expressões italianas / Fazer as unhas antes de ir / A única coisa firme e boa na vida é estar mais ou menos contra todo o mundo e só ser de e com algumas. O que não exclui amizades, humanidade, piedade etc.

Caderno 33

Não sei, talvez só em choque com os outros se tenha amor por si mesma. / Lisboa, 3 de agosto de 1944 / Ontem – lanche com [Moscoso?], almoço e jantar com Ribeiro Couto, numa quinta e à beira do mar. Depois fomos a um lugar de ouvir fado, depois fomos à feira, bar Sevilha. Voltei 2 da madrugada e dormi até 1 de hoje. Hoje jantei com R.C. e Maria Archer.

Caderno 32

I love you / Tereza Sherman / A responsabilidade de ver coisas.