Na 35º edição do Salão do Livro de Paris, um dos mais importantes eventos literários atualmente, o Brasil foi o país homenageado. A programação aconteceu entre os dias 20 e 23 de março desse ano e foi marcada por uma exposição dedicada à Clarice Lispector no espaço da Éditions des Femmes, casa editorial responsável pelo lançamento de Mes chéries – Lettres à ses sœurs. O livro, organizado por Teresa Monteiro e prefaciado por Nádia Battella Gotlib, é composto por 120 cartas enviadas às irmãs Tânia e Elisa Lispector durante as décadas de 1940 e 1950, período em que Clarice acompanhou o marido diplomata Maury Gurgel Valente por diversos países. Mes chéries, que já foi traduzido e publicado em espanhol (Queridas mías) pela editora Siruela, revela um lado íntimo e afetivo da autora.
Também por ocasião do Salão do Livro, a entrevista de Paulo Gurgel Valente, produzida pelo Instituto Moreira Salles como uma das celebrações do evento Hora de Clarice, em dezembro de 2014, foi legendada e transmitida no espaço da editora francesa.
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por Betty Bernardo Fuks
Benjamin Moser, um dos mais importante biógrafos de Clarice Lispector, declarou numa entrevista que uma de suas ambições ao escrever Why This World, publicado nos Estados Unidos e traduzido como Clarice, uma Biografia, era o de promover um espaço ao questionamento de um tema muito pouco trabalhado por críticos literários, comentadores e biógrafos – a “judeidade” da escritora. Isso porque a grande maioria deles se limita à refletir sobre o tema da brasilidade, “como se fosse preciso escolher, entre ser judia e ser brasileira”.
por Elizama Almeida
Todo ano a Universidade do Tennesse prepara o Authorfest, uma série de atividades para celebrar a obra de um autor. Em sua segunda edição, o Authorfest homenageou Clarice Lispector.
por Equipe IMS
No dia 10 de dezembro, o IMS Rio celebra o dia do nascimento de Clarice Lispector. Neste ano, iremos apresentar, em única exibição, às 18hs, o filme curta-metragem Perto de Clarice, de João Carlos Horta, de 1982, em nova versão digitalizada, a partir do original em 35mm preservado pelo Centro Técnico Audiovisual (CTAv). Após a exibição do filme, haverá uma conversa entre a escritora Heloisa Buarque de Holanda, que esteve envolvida na realização do filme e é viúva do diretor, e Teresa Montero, autora da mais recente biografia da escritora, À procura da própria coisa (Rocco, 2021), intermediada pelo consultor de literatura do IMS, o poeta Eucanaã Ferraz.
por Alexandre Nodari
Neste ano em que se comemora a hora da estrela, a entrada de Clarice Lispector e de sua alter ego (uma de muitas), Macabéa, na “própria profundeza
por Šárka Grauová
É em Calibre .475 Express que se encontra a fotografia da pigmeia de “quarenta e cinco centímetros, madura, negra, calada”, posando ao lado de Prêtre. A legenda que acompanha a imagem reforça o dispositivo da visão que o conto de Clarice problematiza. O gesto é visível: a menina segura um papel na mão, e o explorador está ao seu lado. Mas o que a imagem mostra é apenas o verso da fotografia, não o retrato de Prêtre. O conteúdo preciso da foto permanece invisível ao espectador e precisa ser fornecido pela legenda para produzir o efeito desejado — o de que a mulher valorizaria o explorador, como quem guarda a imagem de uma figura admirada. O sentido do gesto, portanto, não nasce da fotografia, mas do discurso que a acompanha.
por Elizama Almeida
Celebrado na Argentina, Nova York e Paris, o Hora de Clarice 2016 dividiu-se no último ano entre o tema epistolar e o da tradução.