O filme retrata o célebre Ulisses, cachorro de Clarice Lispector e personagem de destaque em sua vida e ficção.
Ele está presente no romance póstumo Um sopro de vida, é o narrador do livro infantil Quase de verdade, foi citado em inúmeras crônicas e hoje está imortalizado, ao lado de sua dona, em uma estátua de bronze na amurada da praia do Leme, no Rio de Janeiro.
Ulisses também foi fotografado fumando guimbas de cigarros durante a entrevista concedida por Clarice ao semanário O Pasquim, cujos bastidores são contados em detalhes pelo editor Sérgio Augusto, que, à época, participou do encontro, ocorrido no apartamento da escritora.
Em torno do personagem principal, outros temas também são abordados, como a relação íntima de Clarice com a natureza irracional dos bichos e a escrita autoficcional; além de uma análise do conto “O crime do professor de matemática”, pelo escritor Evando Nascimento.
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Clarice Lispector passou a infância em Recife, mas aos 15 anos se mudou com o pai e as duas irmãs para o Rio de Janeiro. Foi na então capital federal que a escritora viveu a juventude e o início da vida adulta: concluiu o ensino médio, se formou na faculdade de direito, teve as primeiras experiências profissionais na imprensa, se casou e, em 1943, lançou seu primeiro livro Perto do coração selvagem.
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