, Caneta, papel e discos. IMS Clarice Lispector, 2014. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com.br/2014/07/22/caneta-papel-e-discos/. Acesso em: 07 maio 2026.
Ouvir música não é somente uma atividade prazerosa, mas quase necessária para aqueles cujo ofício é incorporar a palavra – mistura de som e silêncio – como forma de iluminar a existência. Nos arquivos de Clarice Lispector, Otto Lara Resende e Decio de Almeida Prado há diversos discos que nos ajudam a conhecer um pouco o gosto musical desses três escritores.
Clarice Lispector, por exemplo, foi explícita em relação ao que a música significava para ela. Em Água viva, confessa: “Vejo que nunca te disse como escuto música – apoio de leve a mão na eletrola e a mão vibra espraiando ondas pelo corpo todo: assim ouço a eletricidade da vibração, substrato último no domínio da realidade, e o mundo treme nas minhas mãos”.
Capas de discos de Clarice Lispector: à esquerda, St. Mattew Passion, de J. S. Bach, por Concertgebouw Orchestra of Amsterdam; à direita, The complete string quartets of Ludwig von Beethoven, por Budapest String Quartet. Arquivo Clarice Lispector / Acervo IMS.
À esquerda, Jeanne D’Arc au bucher, de Arthur Honegger, por The Philadelphia Orchestra; à direita, Othello, de W. Shakespeare, com Paul Robeson, José Ferrer, Uta Hagen e Edith King. Arquivo Clarice Lispector / Acervo IMS.
Ver também
por Bruno Cosentino
Todo ano, após o Carnaval, tem início a Quaresma, período em que os fiéis se retiram da vida mundana para se dedicar a sacrifícios, caridades e orações.
por Eliane Robert Moraes
Escuridão é uma palavra oca e nunca se sabe bem o que cabe dentro dela. De tal forma suas dimensões são indeterminadas que talvez se possa dizer até mesmo que nela cabe tudo e não cabe nada, pois, sendo um imenso celeiro de paradoxos, ao vazio primordial que a caracteriza soma-se imediatamente a qualidade equívoca da desmedida. Atributos que, assim pactuados, ganham particular densidade quando lavrados pelas mãos da autora de A maçã no escuro.
por Paloma Vidal
Uma crônica do encontro com os manuscritos de A hora da estrela por Paloma Vidal para a nova edição da novela
por Bruno Cosentino
A segunda parte dos originais manuscritos de Um sopro de vida foi entregue pelo filho da escritora, Paulo Gurgel Valente, para ser incorporado ao Acervo Clarice Lispector
por Clarice Lispector
Passei um fim de semana inesquecível em Cabo Frio, hospedada por Scliar, que pintou dois retratos meus. O sobrado de Scliar é uma beleza mesmo. Cabo Frio inspira Scliar. Perguntei-lhe sobre tanta criatividade.
por Matildes Demetrio dos Santos
Além de confirmar o valor do gênero biográfico como meio privilegiado de atender às reivindicações de um público curioso sobre o passado de personalidades famosas, Teresa Montero desafia as convenções do gênero, ao reconstituir a vida familiar, as experiências pessoais, as amizades e o processo de criação de Clarice Lispector, uma autora que, com todas as suas forças, fez existir a sua vocação para a literatura como fatalidade e salvação.