Adélia Oliveira lê um trecho do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector. O vídeo faz parte da edição 2021 da Hora de Clarice, uma celebração ao aniversário da escritora organizada pelo IMS: https://horadeclarice.ims.com.br
Como convite para o público adentrar o universo clariceano, que dialoga com a infância em seus textos voltados para o público adulto, a equipe de Educação do IMS Rio convidou Adélia Oliveira para ler um trecho do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector. Tal universo é profícuo ao nos convidar a adentrar paisagens internas de suas personagens num trabalho peculiar e instigante com a linguagem. No vídeo, a narradora recifense também rememora uma experiência pessoal que dialoga com o texto de Clarice e nos convida a partilhar nossas próprias histórias.
O vídeo foi produzido para o curso “Infâncias em Clarice”, que ocorreu em novembro de 2021.
Adélia Oliveira Narradora de histórias de ofício e criadora de imagens. Suas criações em ilustrações fazem referência a lembranças e inspirações da sua e de outras infâncias. Considera que tudo em seu trabalho e em si narra histórias. Elementos visuais únicos, música, palavra solta e liberdade são os propósitos de seu fazer.
Nesta vídeo-aula, Mell Brites, autora do livro As Crianças de Clarice: Narrativas da Infância e Outras Revelações, aborda o tema da infância na literatura de Clarice Lispector, tanto em seus livros infantis como naqueles voltados para o público adulto.
Clarice Lispector será homenageada no estande do Brasil na 44ª Feira Internacional do Livro de Buenos Aires, que acontecerá entre os dias 24 de abril e 14 de maio.
A tradicional livraria parisiense Shakespeare and Company expôs com destaque em suas prateleiras a versão para o inglês do livro Todos os contos, de Clarice Lispector.
O Brazil LAB é uma iniciativa interdisciplinar da Universidade de Princeton que considera o Brasil um nexo crucial para entendermos as questões mais prementes da atualidade. Sediado no PIIRS (Instituto de Estudos Internacionais e Regionais de Princeton), o LAB reúne professores(as), pesquisadores(as) e estudantes de mais de 20 diferentes departamentos da universidade (das ciências sociais às naturais, das engenharias às artes e humanidades) em interação com dezenas de pesquisadores(as) de instituições acadêmicas de excelência.
Mariana Lima lê um trecho do livro A mulher que matou os peixes, de Clarice Lispector. O vídeo faz parte da edição 2021 da Hora de Clarice, uma celebração ao aniversário da escritora organizada pelo IMS: https://horadeclarice.ims.com.br
Dialogando com as temáticas e questões de sua literatura “adulta”, os livros infantis de Clarice Lispector valorizam a fruição estética e o respeito ao leitor criança com o qual a narradora dialoga constantemente. A literatura infantil de Clarice é um marco na produção do gênero no Brasil, no entanto ainda é desconhecida por muitos e estudada por poucos. Buscando lançar olhares adultos e infantis para essa produção, a equipe de Educação do IMS Rio chamou a atriz Mariana Lima para criar uma leitura dramática do livro “A mulher que matou os peixes”. O vídeo foi produzido para o curso “Infâncias em Clarice”, que ocorreu em novembro de 2021.
Mariana Lima é atriz e produtora brasileira. Entre importantes trabalhos na dramaturgia brasileira, idealizou e atuou na peça de teatro “A mulher que matou os peixes… e outros bichos”.
A edição de número 227, de 25 de maio de 1940, traz em três páginas o conto “Triunfo” – a primeira colaboração de Clarice Lispector na imprensa de que se tem registro.
As crônicas de Clarice Lispector foram reunidas em livro pela primeira vez em 1984, em A descoberta do mundo, volume organizado por Paulo Gurgel Valente, filho da autora, que alinhou em ordem cronológica 468 textos publicados no Jornal do Brasil entre os anos 1967 e 1973. Li e reli aquelas quase oitocentas páginas muitas vezes...
O novo website de Clarice Lispector, lançado no centenário da escritora, em 10 de dezembro de 2020, foi premiado, no último mês de dezembro, com o segundo lugar na categoria de melhor Design Digital, do Brasil Design Award.
A escritora Ana Maria Machado viveu um episódio inusitado e emocionante com Clarice Lispector. Isso aconteceu em 1975. Após ter lido um artigo publicado por Ana Maria sobre o aniversário do escritor Roland Barthes, naquele dia, no Jornal do Brasil, Clarice, que não a conhecia pessoalmente, pediu ajuda insistentemente a ela para organizar o que seria dali a dois anos o livro A hora da estrela. No fim do dia, após volteios repletos de tensão, a então jovem Ana Maria foi visitar a admirada Clarice Lispector, de quem era fã. Voltou para casa atordoada com o encontro e escreveu no calor do momento o rascunho de um texto que ficaria guardado por mais de 40 anos. O texto foi finalmente publicado, com pequenas alterações, na revista Serrote, em 2020. Neste vídeo, produzido pela Coordenadoria de Literatura do IMS, a história — e o desfecho dela — é contada pela própria Ana Maria Machado, que reconstitui aquele dia “estranho” e faz comentários emocionados sobre o encontro entre as duas. Visita, por fim, o acervo de Clarice Lispector, guardado pelo Instituto Moreira Salles, e revê os manuscritos de A hora da estrela, os mesmos que décadas antes a própria Clarice lhe havia mostrado, dispersos em uma caixa, em súplica.
Seria possível dizer de Clarice Lispector que sua finura lembra Virginia Woolf – que parece ser, realmente, a sua mais forte influência. Mas o que me surpreende e me encanta, principalmente...
No livro O Rio de Clarice, o prazer de Clarice Lispector em flanar pelas ruas, florestas, parques e praias do Rio de Janeiro, onde chegou aos 15 anos, fica evidente.
Na cavidade do rochedo: a pós-filosofia de Clarice Lispector é um estudo inédito, publicado exclusivamente em formato eletrônico e disponível para download aqui.
Nas entrevistas feitas por Clarice há uma espécie de inadequação no que diz respeito à técnica jornalística. Com Vinicius de Moraes, sua primeira abordagem soa como provocação: “Vinicius, você amou realmente alguém na vida?”
A consistência destas imagens é aquela da árvore, matéria vegetal, a madeira sendo o suporte destas duas pinturas. Num dos quadros as linhas verticais visivelmente seguem os desenhos oferecidos pela madeira, e criam uma espacialidade flácida e dura ao mesmo tempo.