Na década de 1960, o espanhol Jaime Vilaseca era marceneiro no Rio de Janeiro, até que um encontro com Clarice Lispector mudou sua vida. A escritora encomendara a ele uma estante de livros, que foi feita e montada em seu apartamento, no bairro do Leme. Durante aqueles dias, silenciosamente, observara-o trabalhando e, terminado o móvel, olhou para ele e disse: “Você vai ser moldureiro. Não vai escapar ao seu destino!”. Desde então, há mais de cinquenta anos, Jaime Vilaseca é um reconhecido moldureiro, além de ter se tornado curador e dono de uma galeria de arte. Nesta conversa com o poeta Eucanaã Ferraz, ele fala sobre sua amizade com Clarice Lispector e conta histórias pessoais que serviram de fonte de inspiração para textos da escritora, como o célebre conto “O primeiro beijo”, do livro Felicidade Clandestina.
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- 16/09/2021
Uma moldura para Clarice
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