IMS, Equipe. Uma moldura para Clarice. IMS Clarice Lispector, 2021. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com.br/2021/09/16/uma-moldura-para-clarice/. Acesso em: 17 abril 2026.
Na década de 1960, o espanhol Jaime Vilaseca era marceneiro no Rio de Janeiro, até que um encontro com Clarice Lispector mudou sua vida. A escritora encomendara a ele uma estante de livros, que foi feita e montada em seu apartamento, no bairro do Leme. Durante aqueles dias, silenciosamente, observara-o trabalhando e, terminado o móvel, olhou para ele e disse: “Você vai ser moldureiro. Não vai escapar ao seu destino!”. Desde então, há mais de cinquenta anos, Jaime Vilaseca é um reconhecido moldureiro, além de ter se tornado curador e dono de uma galeria de arte. Nesta conversa com o poeta Eucanaã Ferraz, ele fala sobre sua amizade com Clarice Lispector e conta histórias pessoais que serviram de fonte de inspiração para textos da escritora, como o célebre conto “O primeiro beijo”, do livro Felicidade Clandestina.
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A segunda parte dos originais manuscritos de Um sopro de vida foi entregue pelo filho da escritora, Paulo Gurgel Valente, para ser incorporado ao Acervo Clarice Lispector
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A biografia de Clarice Lispector escrita por Benjamin Moser, Why this world (Oxford University Press, 2009), segue circulando pelo mundo.
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The complete stories, volume de contos de Clarice Lispector organizado por Benjamin Moser, foi indicado na prestigiosa lista de 100 melhores livros de 2015
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A ligação de Clarice com a política não se dá na superfície da vida pública, tampouco nos textos que abordam diretamente a questão. Isso se deve a uma compreensão da escritora sobre a fratura entre arte e política, abordada em dois textos irmãos, “Literatura e justiça” e “O que eu queria ter sido”, nos quais constata com lucidez desconcertante a inutilidade de sua literatura como instrumento político.
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Na cavidade do rochedo: a pós-filosofia de Clarice Lispector é um estudo inédito, publicado exclusivamente em formato eletrônico e disponível para download aqui.
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Eu morri. Descobri isso quando, um dia, na calçada da Praça Maciel Pinheiro, ergui a cabeça, abri os olhos e avistei-me morto, ali, na calçada da praça, o sobrado do outro lado da rua. Meu coração despedaçado dentro do peito, o sobrado da rua do Aragão, 387, onde, no segundo andar, Clarice Lispector viveu uma infância feliz, aqui no Recife, apesar das dores do mundo e de viver e sentir, principalmente, as dores de uma doença implacável que um dia arrancaria Mania, a sua mãe, de perto de si.