Está aberta a temporada de retrospectivas do ano, e uma das mais respeitadas no circuito literário – a tradicional lista com os 100 melhores livros de 2015 selecionados pelos editores do The New Yorker Book Review – incluiu entre os destaques de Ficção e Poesia o título The complete stories, volume de contos de Clarice Lispector organizado por Benjamin Moser e publicado pela casa editorial nova-iorquina New Directions. O livro deverá ser lançado em português em 2016 pela Rocco.
Katrina Dodson, tradutora dos mais de 80 contos de Complete stories, falou ao Blog do IMS sobre sua relação com a literatura clariciana, as dificuldades encontradas durante a tradução e as comparações de Clarice Lispector a escritores como Kafka, Machado de Assis e Virginia Woolf.
Ver também
por Equipe IMS
No dia 10 de dezembro, o IMS Rio celebra o dia do nascimento de Clarice Lispector. Neste ano, iremos apresentar, em única exibição, às 18hs, o filme curta-metragem Perto de Clarice, de João Carlos Horta, de 1982, em nova versão digitalizada, a partir do original em 35mm preservado pelo Centro Técnico Audiovisual (CTAv). Após a exibição do filme, haverá uma conversa entre a escritora Heloisa Buarque de Holanda, que esteve envolvida na realização do filme e é viúva do diretor, e Teresa Montero, autora da mais recente biografia da escritora, À procura da própria coisa (Rocco, 2021), intermediada pelo consultor de literatura do IMS, o poeta Eucanaã Ferraz.
por Mariana Valente
A partir de maio próximo, as prateleiras das livrarias brasileiras exibirão exemplares de A mulher que matou os peixes em roupagem nova.
por Elizama Almeida
Quando sequer pensávamos que hashtag gratidão seria um dos termos que remeteriam a dois fortes traços do futuro...
por Bruno Cosentino
Nas entrevistas feitas por Clarice há uma espécie de inadequação no que diz respeito à técnica jornalística. Com Vinicius de Moraes, sua primeira abordagem soa como provocação: “Vinicius, você amou realmente alguém na vida?”
por Yudith Rosenbaum
A palavra “infamiliar” é um neologismo que Clarice Lispector utilizou em vários momentos de sua obra. O vocábulo não está dicionarizado na língua portuguesa e não se pode afirmar que a autora seja a primeira a criá-lo na literatura brasileira. No entanto, ao mencionar a palavra “infamiliar” ao menos dezesseis vezes, seja nos romances, seja em contos e crônicas, a autora faz desse significante singular um objeto de maior atenção.
por Bruno Cosentino
Uma única vez Clarice Lispector escreveu deliberadamente sobre sexo. Foi no livro A via crúcis do corpo.