, Caneta, papel e discos. IMS Clarice Lispector, 2014. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com.br/2014/07/22/caneta-papel-e-discos/. Acesso em: 06 janeiro 2026.
Ouvir música não é somente uma atividade prazerosa, mas quase necessária para aqueles cujo ofício é incorporar a palavra – mistura de som e silêncio – como forma de iluminar a existência. Nos arquivos de Clarice Lispector, Otto Lara Resende e Decio de Almeida Prado há diversos discos que nos ajudam a conhecer um pouco o gosto musical desses três escritores.
Clarice Lispector, por exemplo, foi explícita em relação ao que a música significava para ela. Em Água viva, confessa: “Vejo que nunca te disse como escuto música – apoio de leve a mão na eletrola e a mão vibra espraiando ondas pelo corpo todo: assim ouço a eletricidade da vibração, substrato último no domínio da realidade, e o mundo treme nas minhas mãos”.
Capas de discos de Clarice Lispector: à esquerda, St. Mattew Passion, de J. S. Bach, por Concertgebouw Orchestra of Amsterdam; à direita, The complete string quartets of Ludwig von Beethoven, por Budapest String Quartet. Arquivo Clarice Lispector / Acervo IMS.
À esquerda, Jeanne D’Arc au bucher, de Arthur Honegger, por The Philadelphia Orchestra; à direita, Othello, de W. Shakespeare, com Paul Robeson, José Ferrer, Uta Hagen e Edith King. Arquivo Clarice Lispector / Acervo IMS.
Ver também
por Elizama Almeida
Ao lançar em 2015, nos Estados Unidos, a reunião inédita em livro de todos os contos de Clarice Lispector, o pesquisador Benjamin Moser
por Paloma Vidal
Uma crônica do encontro com os manuscritos de A hora da estrela por Paloma Vidal para a nova edição da novela
por Mariana Valente
A partir de maio próximo, as prateleiras das livrarias brasileiras exibirão exemplares de A mulher que matou os peixes em roupagem nova.
por Yudith Rosenbaum
A palavra “infamiliar” é um neologismo que Clarice Lispector utilizou em vários momentos de sua obra. O vocábulo não está dicionarizado na língua portuguesa e não se pode afirmar que a autora seja a primeira a criá-lo na literatura brasileira. No entanto, ao mencionar a palavra “infamiliar” ao menos dezesseis vezes, seja nos romances, seja em contos e crônicas, a autora faz desse significante singular um objeto de maior atenção.
por Equipe IMS
No dia 10 de dezembro, o IMS Rio celebra o dia do nascimento de Clarice Lispector. Neste ano, iremos apresentar, em única exibição, às 18hs, o filme curta-metragem Perto de Clarice, de João Carlos Horta, de 1982, em nova versão digitalizada, a partir do original em 35mm preservado pelo Centro Técnico Audiovisual (CTAv). Após a exibição do filme, haverá uma conversa entre a escritora Heloisa Buarque de Holanda, que esteve envolvida na realização do filme e é viúva do diretor, e Teresa Montero, autora da mais recente biografia da escritora, À procura da própria coisa (Rocco, 2021), intermediada pelo consultor de literatura do IMS, o poeta Eucanaã Ferraz.
por Antonio Xerxenesky
Clarice deixou vários rascunhos para cálculos de respostas fornecidas pelo I Ching. Algumas das perguntas estão rabiscadas, como “Qual é o meu futuro de um modo geral?”