, Caneta, papel e discos. IMS Clarice Lispector, 2014. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com.br/2014/07/22/caneta-papel-e-discos/. Acesso em: 01 março 2026.
Ouvir música não é somente uma atividade prazerosa, mas quase necessária para aqueles cujo ofício é incorporar a palavra – mistura de som e silêncio – como forma de iluminar a existência. Nos arquivos de Clarice Lispector, Otto Lara Resende e Decio de Almeida Prado há diversos discos que nos ajudam a conhecer um pouco o gosto musical desses três escritores.
Clarice Lispector, por exemplo, foi explícita em relação ao que a música significava para ela. Em Água viva, confessa: “Vejo que nunca te disse como escuto música – apoio de leve a mão na eletrola e a mão vibra espraiando ondas pelo corpo todo: assim ouço a eletricidade da vibração, substrato último no domínio da realidade, e o mundo treme nas minhas mãos”.
Capas de discos de Clarice Lispector: à esquerda, St. Mattew Passion, de J. S. Bach, por Concertgebouw Orchestra of Amsterdam; à direita, The complete string quartets of Ludwig von Beethoven, por Budapest String Quartet. Arquivo Clarice Lispector / Acervo IMS.
À esquerda, Jeanne D’Arc au bucher, de Arthur Honegger, por The Philadelphia Orchestra; à direita, Othello, de W. Shakespeare, com Paul Robeson, José Ferrer, Uta Hagen e Edith King. Arquivo Clarice Lispector / Acervo IMS.
Ver também
por Victor Heringer
Em 2017, comemoram-se os quarenta anos de A hora da estrela, último livro escrito por Clarice Lispector e publicado no ano de sua morte.
por Antonio Xerxenesky
Clarice deixou vários rascunhos para cálculos de respostas fornecidas pelo I Ching. Algumas das perguntas estão rabiscadas, como “Qual é o meu futuro de um modo geral?”
por Mariana Valente
A partir de maio próximo, as prateleiras das livrarias brasileiras exibirão exemplares de A mulher que matou os peixes em roupagem nova.
por Alexandre Nodari
Tornou-se lugar comum dizer que a escrita de Clarice busca ultrapassar o limite da linguagem, que a autora nomeia como “it”, “núcleo”, “objeto”, “coisa”, “indizível”, “silêncio”
por Equipe IMS
Como convite para o público adentrar o universo clariceano, que dialoga com a infância em seus textos voltados para o público adulto, a equipe de Educação do IMS Rio convidou Adélia Oliveira para ler um trecho do conto "Felicidade Clandestina", de Clarice Lispector. Tal universo é profícuo ao nos convidar a adentrar paisagens internas de suas personagens num trabalho peculiar e instigante com a linguagem.
por Maria Clara Bingemer
Existe um aspecto dos escritos claricianos que é – parece-nos – menos observado. Trata-se da sensibilidade social e política da escritora. [...] Clarice deixa perceber em seus escritos – romances, crônicas ou contos – uma verdadeira abertura ao outro e sua diferença e sobretudo sua vulnerabilidade.