, "O lustre" é publicado em inglês. IMS Clarice Lispector, 2018. Disponível em: https://site.claricelispector.ims.com.br/2018/04/05/o-lustre-e-publicado-em-ingles/. Acesso em: 11 maio 2026.
O lustre, segundo romance de Clarice Lispector, publicado em 1946, ganhou recente tradução para o inglês, realizada por Benjamin Moser e Magdalena Edwards. O novo título, The chandelier, é mais um da série de traduções de obras da autora que vêm sendo publicadas nos últimos anos. Em depoimento ao The New York Times, Moser observa que talvez esse seja o livro mais estranho e difícil da escritora brasileira (nascida na Ucrânia, em 1920). O crítico britânico Christopher Ricks, por sua vez, enxerga nele uma miniatura do universo de Clarice:
Muitos temas, indagações filosóficas e tipos de personagem que aparecem [em O lustre] retornarão depurados na medida em que Clarice refina seu estilo e os cristaliza nos diamantes perfeitos que serão seus últimos livros, narrados com aforismos e fragmentos — que ela chamava de “antiliteratura”.
O jornal americano ainda celebra a redescoberta de Clarice nos Estados Unidos como um dos verdadeiros acontecimentos literários do século XXI, ressaltando a singularidade de sua escrita, marcada por uma pontuação e uma sintaxe únicas, além de uma capacidade de ressignificar as palavras segundo seu próprio desejo — “Ninguém se parece com Lispector (…). Ninguém pensa como ela”, conclui o jornalista Parul Sehgal.
Alguns dias depois do destaque dado a The chandelier pelo jornal americano, o editor Gregory Cowles incluiu o título na lista de dez sugestões de leitura que fez para a prestigiada coluna Book Review.
Leia aqui a matéria do The New York Times.
*Foto: Fotógrafo não identificado/ Arquivo Clarice Lispector/ IMS
Ver também
por Manya Millen
No livro O Rio de Clarice, o prazer de Clarice Lispector em flanar pelas ruas, florestas, parques e praias do Rio de Janeiro, onde chegou aos 15 anos, fica evidente.
por Equipe IMS
Aclamada pela crítica e fenômeno popular na internet, Clarice Lispector é considerada, internacionalmente, um dos grandes nomes da literatura do século XX. Misteriosa, obscura, reveladora, experimental, estranhamente mística ou filosófica – como definir a escrita da autora de A hora da estrela? Este podcast, concebido e apresentado por Bruno Cosentino e Eucanaã Ferraz, percorre a vida e a obra de Clarice em cinco episódios, nos quais conversam com grandes especialistas, professores e pesquisadores.
por Sônia Roncador
A frequente alusão às empregadas domésticas no ambiente urbano de suas crônicas demonstra o que é uma realidade para várias famílias de classe média no país: incorporada ao ambiente íntimo da casa na condição de um “outro domesticado”, a empregada doméstica constitui a relação mais duradoura, e pessoal, que um membro da classe média se permite estabelecer com a pobreza.
por Jorge Carrion
O escritor e crítico literário espanhol Jorge Carrión publicou recentemente, no New York Times, um ensaio sobre a vida e a obra de Clarice Lispector
por Mell Brites
Mais ou menos fantásticas em seus enredos, essas histórias infantis revelam narradoras que, despidas quase por completo da instância ficcional, em muito se assemelham à autora: são mães, escritoras, assinam “C.L.” ou até mesmo dizem se chamar Clarice. Assim, se há nessas narradoras uma postura horizontal em que se pressupõe o respeito às particularidades da infância, nesse mesmo movimento flagra-se também o desejo de se tornar um pouco mais criança.
por Elizama Almeida
Ao lançar em 2015, nos Estados Unidos, a reunião inédita em livro de todos os contos de Clarice Lispector, o pesquisador Benjamin Moser